Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

Relembrando...

Conseguimos! Conseguimos!

 1. (***) O PS teve uma vitória verdadeiramente histórica. Nunca o P.S. tinha alcançado a maioria absoluta de mandatos na Assembleia da República. Hoje, Temos uma maioria para governar Portugal.

2. É bom que não haja dúvidas: o facto de tantos portugueses terem votado nestas eleições e a dimensão da vitória que quiseram dar ao P.S. só pode ter uma leitura – esta maioria não é apenas uma maioria de protesto é uma maioria para construir um projecto novo. Esta não é uma maioria de rejeição. Esta é uma maioria de afirmação de uma alternativa, de uma ambição e de uma vontade de mudança em Portugal.

3. Com esta vitória cai um velho mito da política portuguesa. O mito de que só a direita podia ambicionar ter maioria absoluta no Parlamento. Ou, dito de outra forma, que era irrealista o P.S. sozinho ambicionar ter maioria absoluta no Parlamento. Eu nunca me resignei a esta ideia. Desde o primeiro momento acreditei que essa maioria era possível e mais do que possível, era desejável. Desde o primeiro momento que me bati por ela. Sabendo que era difícil, sabendo que teria contra ela todas as forças políticas. Mas a maioria absoluta aí está. Aquilo que a muitos parecia impossível tornou-se hoje uma realidade para os próximos 4 anos.

4. Nestas eleições, como em todas, há vencedores mas também há vencidos. Venceu o P.S.. Mas também venceu a democracia. Se há lição a tirar destas eleições é que o povo português rejeitou claramente as campanhas políticas pela negativa; as campanhas baseadas em ataques pessoais, em insultos e baseada na falta de respeito pelos adversários políticos. Espero que todos tenham aprendido a lição; e espero que a tenham aprendido a bem da nossa democracia e a bem de Portugal.

5. Mas quero, agora, dirigir-me a todos os portugueses. Para agradecer a confiança que depositaram no Partido Socialista e para lhes dizer que encaro esta vitória eleitoral sem nenhum triunfalismo e sem nenhuma arrogância. Pelo contrário encaro-a com humildade e com sentido da responsabilidade. Para o P.S. esta maioria absoluta significa mais exigência e mais motivação. É por isso que nesta noite de festa para o P.S. eu quero dizer aos Portugueses como vejo esta vitória.

• O meu desejo é colocar esta vitória ao serviço dos portugueses, ao serviço de todos os portugueses. Em democracia há vencidos e vencedores mas não há excluídos. O P.S. não governará contra ninguém. Mas governará por todos e para todos como é o seu dever. O P.S. conta com todos os Portugueses para vencer os desafios de Portugal.

• O meu desejo é que esta vitória sirva para restaurar a confiança. A confiança na nossa economia, a confiança nas nossas instituições, a confiança nos portugueses, a confiança no futuro de Portugal. Já é tempo de vencermos o pessimismo a descrença e a desilusão. Os novos tempos são tempos de esperança.

• O meu desejo é colocar esta vitória ao serviço da modernização do país. Um país que vejo com mais crescimento económico, com mais inovação, com mais investimento, com mais qualificação, com mais oportunidades. Essa é a chave do sucesso. Essa é a exigência do futuro.

• O meu desejo é colocar essa vitória ao serviço de um país mais justo, ao serviço da criação de emprego, ao serviço da redução das desigualdades, ao serviço do combate à pobreza.

• O meu desejo é colocar esta vitória ao serviço da afirmação de Portugal como país empenhado na construção do projecto europeu e empenhado numa cooperação internacional com os olhos postos nos objectivos da paz, da justiça, e do desenvolvimento.

Nestes momentos, as palavras ficam sempre aquém da emoção e da gratidão que é devida. Ainda assim quero dirigir uma palavra de especial agradecimento em primeiro lugar ao meu Partido – ao PS. Atravessámos momentos difíceis para aqui chegar. Mas o P.S. esteve sempre à altura dessas dificuldades.

O PS apresentou-se nestas eleições unido, corajoso e determinado com todos – militantes e dirigentes – a darem o melhor de si próprios. Foi uma honra liderar o P.S. nesta campanha.
E deixo também uma palavra especial à JS que deu a alegria e o entusiasmo que marcaram a campanha do P.S. nas ruas de Portugal. Quem tem os jovens do seu lado, tem também o futuro consigo. E não esqueço que foram os jovens os primeiros a clamar: o P.S. está em luta pela maioria absoluta. Essa luta, está ganha.

• Agradeço também e muito especialmente a todos os independentes que, no âmbito do movimento Novas Fronteiras, colaboraram com o P.S. na elaboração da nossa proposta política e nas acções da nossa campanha eleitoral.

• E a todos quero reafirmar que o movimento Novas Fronteiras não acabou com esta vitória eleitoral. Pelo contrário, esse movimento vai continuar porque a abertura que ele representou é a abertura com que o P.S. quer governar Portugal.

• Quero também dirigir uma palavra de saudação a todos os dirigentes dos outros partidos que participaram nesta disputa eleitoral. Tivemos uma longa, dura e às vezes amarga campanha eleitoral. Mas sem ressentimentos quero deixar a todos uma calorosa saudação democrática. O País conta com todos: Governo e oposição – todos são necessários à democracia.

• Não é a maioria absoluta que levará o P.S. a dar menos atenção às oposições ou ao Parlamento. Pelo contrário, a maioria absoluta exige-nos – estarmos bem conscientes disso – um respeito e uma atenção acrescida pelas opiniões de todos.

• Eu sei, e sempre o disse, que Portugal enfrenta sérios problemas. Mas também sei que é nos momentos difíceis que os portugueses dão o melhor de si próprios.

Aqui estou, também, para dizer aos portugueses que à confiança que em mim depositaram responderei dando o melhor de mim próprio. Sei que se nos mantivermos firmes e determinados num objectivo de progresso e de desenvolvimento não falharemos. Não falharemos.

 Eu estou aqui porque acredito em Portugal e porque acredito nos portugueses.       

José Sócrates
 

 

EU acredito em Portugal editou às 19:04

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1 comentário:
De Olventino a 21 de Abril de 2007 às 14:48
Eu estou aqui porque acredito em Portugal e porque acredito nos portugueses.

José Sócrates

Será??? Olivença, TAMBÉM É PORTUGAL porque não faz nada o governo para a recuperar?

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